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terça-feira, 23 de agosto de 2016
O que é PGR?
O que é PGR?
Programa de Gerenciamento de Riscos - NR 22 da Portaria 3.214 de
08.06.1978
LEGISLAÇÃO:
O Programa de Gerenciamento de Riscos considera os níveis de ação acima
dos quais deverão ser adotadas medidas preventivas, de forma a minimizar a
probabilidade de ultrapassagem dos limites de exposição ocupacional,
viabilizando princípios para o monitoramento periódico da exposição. Visa a
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, controlando a
ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente
de trabalho. É exigido pela NR 22 da Portaria 3214/78.
1) Que Tipo de Empresa Deve Elaborar o PGR?
Conforme estabelece a NR 22 no Item 22.3.7 Cabe à empresa ou
Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de
Gerenciamento de Riscos - PGR, contemplando os aspectos desta Norma, incluindo,
no mínimo, os relacionados a:.
É importante destacar que as empresas que se enquadram neste ramo de atividade
é bastante amplo, mas podemos destacar algumas, por exemplo:
- Mineradoras;
- Pedreiras
- Empresas de Supressão, Desmatamento; etc...
2) O que significa Gerenciamento de risco?
Internacionalmente, o termo gerenciamento de riscos é utilizado para
caracterizar o processo de identificação, avaliação e controle de riscos.
Assim, de modo geral, o gerenciamento de riscos pode ser definido como sendo a
formulação e a implantação de medidas e procedimentos, técnicos e
administrativos, que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos,
bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança
considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.
3) O que significa Redução do risco?
Considerando que o risco é uma função da freqüência de ocorrência dos
possíveis acidentes e dos danos (conseqüências) gerados por esses eventos
indesejados, a redução dos riscos numa instalação ou atividade perigosa pode
ser conseguida por meio da implementação de medidas que visem tanto reduzir as
freqüências de ocorrência dos acidentes (ações preventivas), como as suas
respectivas conseqüências (ações de proteção), conforme apresentado na Figura
1.
4) Programa de Gerenciamento de Risco
Além das medidas para a redução dos riscos, o gerenciamento de riscos
de uma instalação deve contemplar também ações que visem mantê-la operando, ao
longo do tempo, dentro de padrões de segurança considerados aceitáveis ou
toleráveis.
Assim, toda e qualquer empresa que desenvolva atividades que possam
acarretar acidentes maiores deve estabelecer um Programa de Gerenciamento de
Risco (PGR), o qual tem por objetivo prover uma sistemática voltada para o
estabelecimento de orientações gerais de gestão, com vistas à prevenção de
acidentes.
Segundo o estabelecido na norma CETESB P4.261 – Manual de orientação
para a elaboração de estudo de análise de riscos, o escopo do PGR deverá
conter:
Informações de segurança de processo;
Revisão dos riscos de processos;
Gerenciamento de modificações;
Manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos;
Procedimentos operacionais;
Capacitação de recursos humanos;
Investigação de Acidentes e Incidentes;
Plano de ação de emergência (PAE);
Auditorias.
5) Plano de Ação de Emergência (PAE)
Tanto para os empreendimentos de médio e grande porte como para os de
pequeno porte o PAE deve contemplar os seguintes aspectos:
Estrutura do plano;
Descrição das instalações envolvidas;
Cenários acidentais considerados;
Área de abrangência e limitações do plano;
Estrutura organizacional, contemplando as atribuições e
responsabilidades dos envolvidos;
Fluxograma de acionamento;
Ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os cenários
acidentais considerados, de acordo com os impactos esperados e avaliados no
estudo de análise de riscos, considerando procedimentos de avaliação, controle
emergencial (combate a incêndios, isolamento, evacuação, controle de
vazamentos, etc.) e ações de recuperação;
Recursos humanos e materiais;
Divulgação, implantação, integração com outras instituições e
manutenção do plano;
Tipos e cronogramas de exercícios teóricos e práticos, de acordo com os
diferentes cenários acidentais estimados;
Documentos anexos: plantas de localização da instalação e layout,
incluindo a vizinhança sob risco, listas de acionamento (internas e externas),
listas de equipamentos, sistemas de comunicação e alternativos de energia
elétrica, relatórios, etc.
O PAE deve se basear nos resultados obtidos no estudo de análise e
avaliação de risco.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
O que è LER E DORT?
L.E.R. (Lesões por Esforço
Repetitivo) não é propriamente uma doença. É uma síndrome constituída por um
grupo de doenças – tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do
túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do
pronador redondo, mialgias -, que afeta músculos, nervos e tendões dos membros
superiores principalmente, e sobrecarrega o sistema musculoesquelético. Esse
distúrbio provoca dor e inflamação e pode alterar a capacidade funcional da
região comprometida. A prevalência é maior no sexo feminino.
Também chamada de D.O.R.T.
(Distúrbio Osteo muscular Relacionado ao Trabalho), L.T.C. (Lesão por Trauma
Cumulativo), A.M.E.R.T. (Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho) ou
síndrome dos movimentos repetitivos, L.E.R. é causada por mecanismos de
agressão, que vão desde esforços repetidos continuadamente ou que exigem muita
força na sua execução, até vibração, postura inadequada e estresse. Tal
associação de terminologias fez com que a condição fosse entendida apenas como
uma doença ocupacional, e que existem profissionais expostos a maior risco:
pessoas que trabalham com computadores, em linhas de montagem e de produção ou
operam britadeiras, assim como digitadores, músicos, esportistas, pessoas que
fazem trabalhos manuais, por exemplo tricô e crochê.
Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico. O mais importante é determinar a
causa dos sintomas para eleger o tratamento adequado. Para tanto, muitas vezes,
é preciso recorrer a uma avaliação multidisciplinar.
Sintomas
Os principais sintomas são: dor nos membros superiores e nos dedos,
dificuldade para movimentá-los, formigamento, fadiga muscular, alteração da
temperatura e da sensibilidade, redução na amplitude do movimento, inflamação.
É importante destacar que, na maioria das vezes, esses sintomas estão
relacionados com uma atividade inadequada não só dos membros superiores, mas de
todo o corpo, que se ressente, por exemplo, se houver compressão mecânica de
uma estrutura anatômica, ou se a pessoa ficar sentada diante do computador ou
tocando piano por oito, dez horas seguidas.
Tratamento
Nas crises agudas de dor, o tratamento inclui o uso de
anti-inflamatórios e repouso das estruturas musculoesqueléticas comprometidas.
Nas fases mais avançadas da síndrome, a aplicação de corticóides na área da
lesão ou por via oral, fisioterapia e intervenção cirúrgica são recursos
terapêuticos que devem ser considerados.
Os conhecimentos da ergonomia, ciência que estuda a melhor forma de
atingir e preservar o equilíbrio entre o homem, a máquina, as condições de
trabalho e o ambiente com o objetivo de assegurar eficiência e bem-estar do
trabalhador, têm-se mostrado muito úteis no tratamento e prevenção da L.E.R.
Recomendações
* Procure manter as costas eretas, apoiadas num encosto confortável e
os ombros relaxados enquanto estiver trabalhando sentado. Cuide também para que
os punhos não estejam dobrados. A cada hora, pelo menos, levante-se, ande um
pouco e faça alongamentos;
* Certifique-se de que a cadeira e/ou banco em que se senta para
trabalhar sejam adequados ao tipo de atividade que você exerce;
* Não imagine que L.E.R. é uma síndrome que acomete apenas as pessoas
que trabalham em determinadas funções. Quem usa o computador, por exemplo, para
o lazer durante horas a fio, também está sujeito a desenvolver o distúrbio;
* Veja bem: qualquer região do corpo pode ser afetada por L.E.R. desde
que seja exposta a mecanismos de traumas contínuos. Portanto, a síndrome pode
manifestar-se em regiões do corpo como a coluna lombar, se a sobrecarga ocorrer
na coluna lombar ou no tendão do calcâneo (tendão de Aquiles), se a pessoa
caminha ou corre longas distâncias.
O que é Ergonomia?
Ergonomia
O termo ergonomia é originário do grego ergon (trabalho) +
nomos (regras), e foi utilizado pela primeira vez pelo cientista e biólogo
polonês Wojciech Jastrzebowski em 1857 em um artigo com o título “Ensaio de
ergonomia ou ciência do trabalho, baseada nas leis objetivas da ciência da
natureza”.
“Ergonomia é o estudo científico, da relação entre o homem,
seus meios, métodos e espaços de trabalho. Seu objetivo é elaborar, mediante a
contribuição de diversas disciplinas científicas que a compõem, um corpo de
conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar em uma
melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e
de vida”. Conceito da International Ergonomics Association (IEA).
“Ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às
características fisiológicas e psicológicas do ser humano”. Definição de
ergonomia da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO).
Embora não exista um material consistente sobre a história
da ergonomia, sabe-se que teve grande incremento depois da 2° Guerra Mundial,
quando a industrialização toma um impulso maior, e começa a surgir uma maior
integração entre homem, atividade e máquina.
Quase 100 anos mais tarde em 1949, um engenheiro inglês
chamado Murrel criou na Inglaterra a primeira sociedade nacional de ergonomia,
a “Ergonomic Resarch Society”.
Posteriormente desenvolveu-se em diversos países
industrializados, como a França, Estados Unidos, Alemanha, Japão e nos países
escandinavos.
Em 1959 é fundada a “International Ergonomics Association”.
Na data de 31 de agosto de 1983 é criada a “Associação
Brasileira de Ergonomia”. Em 1989 é implantado o primeiro mestrado do país no
PPGEP/UFSC.
O que è PCMSO ?
A sigla PCMSO significa Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional, conforme estabelece o subitem 7.2.1 da norma regulamentadora nº
07, o PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa
no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto
nas demais normas regulamentadoras.
Objetivo da PCMSO
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO é
regulamentado pela norma regulamentadora nº 07 do Ministério do Trabalho e
Emprego, que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por
parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como
empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com o
objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.
O PCMSO estabelece a realização de exames médicos
admissionais, periódicos, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional.
Assim como tem o objetivo prevenir, monitorar e controlar possíveis danos a
saúde e integridade do empregado e detectar riscos prévios, especialmente no
que diz respeito as doenças relacionadas ao trabalho.
Quem pode elaborar o PCMSO?
Conforme, a letra “c” do subitem 7.3.1 da norma
regulamentadora nº 07, compete ao empregador indicar, dentre os médicos dos
Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho –
SESMT, da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO.
Entretanto, caso a empresa esteja desobrigada de manter
médico do trabalho, de acordo com a norma regulamentadora nº 04 (Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT),
deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa,
para coordenar o PCMSO.
Além disso, inexistindo o médico do trabalho na localidade,
o empregador poderá contratar médico de outra especialidade para coordenar o
PCMSO.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
CIPA- modelo de Comunicação ao Sindicato da Categoria
Timbre da Empresa |
Londrina____DE______________________DE_______________
Ao
Sindicato ____________________________________________________________________________________________________________________________________________
Att.:
Sr. Presidente
ASSUNTO: ELEIÇÃO CIPA – GESTÃO ___/___
Prezado Senhor:
A (EMPRESA), localizada à Rua ------------, Nº -----,
Parque --------, Londrina – PR, vem muito respeitosamente fornecer a este
Sindicato,_________________ cópias do processo eleitoral da Cipa, para a gestão 2005 / 2006.
Assim sendo, anexamos os seguintes documentos: Edital de Convocação para
Inscrição de Eleição e Edital de Convocação de Eleição de Cipa, Cópia das Atas
de Eleição e de Instalação e Posse e, Calendário Anual de Atividades da Cipa.
Atenciosamente,
(NOME)
Gerente Industrial
CIPA
CIPA o que é?CIPA- Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.Objetivo:Tem como objetivo a prevenção dos acidentes e das doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.A CIPA é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nos artigos 162 a 165 e pela Norma Regulamentadora 5 (NR-5), contida na portaria 3.214 de 08.06.78 baixada pelo Ministério do Trabalho.Qual objetivo da CIPA?O objetivo básico da CIPA é fazer com que empregadores e empregados trabalhem conjuntamente na tarefa de prevenir acidentes e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho. Confira a seguir quais as principais atribuições de uma CIPA, requisitos para sua formação e modo de funcionamento.Como a CIPA é formada?DA CONSTITUIÇÃO5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.5.3 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos.5.4 A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos, deverá garantir a integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho.5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do mesmo.DA ORGANIZAÇÃOA organização da CIPA é obrigatória nos locais de trabalho seja qual for sua característica - comercial, industrial, bancária, com ou sem fins lucrativos, filantrópica ou educativa e empresas públicas - desde que tenham o mínimo legal de empregados regidos pela CLT conforme o quadro 1 da NR-55.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles designados.5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados.5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando a ordem decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos.5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição.5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT.5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA.Do processo eleitoral?5.11 O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior.Como é composta a CIPA?A estrutura da CIPA é composta pelos seguintes cargos: Presidente (indicado pelo empregador); Vice-presidente (nomeado pelos representantes dos empregados, entre os seus titulares); Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um secretário e seu substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a concordância do empregador.Quanto ao registro da CIPA?Após a alteração na NR 5 toda documentação do processo eleitoral deve permanecer na empresa a disposição de possíveis fiscalizações da SRTE (Superintendência Regional de Trabalho e Emprego).Toda documentação da CIPA deverá ser enviada ao Sindicato da Categoria quando solicitada.Qual o Mandato da CIPA?O mandato dos membros titulares da CIPA é de um ano e aqueles que faltarem a quatro reuniões ordinárias sem justificativa perderão o cargo, sendo substituídos pelos suplentes. Não é válida, como justificativa, a alegação de ausência por motivo de trabalho.Os representantes dos empregados titulares da CIPA não podem sofrer demissão arbitrária entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo disciplinar, técnico ou econômico. Esta garantia no emprego é assegurada ao cipeiro desde o momento em que o empregador tomar conhecimento da sua inscrição de candidatos às eleições da CIPA e prolonga-se até um ano após o término do mandato.Os cipeiros não podem também ser transferidos para outra localidade a não ser que concordem expressamente. A reeleição deve ser convocada pelo empregador, com um prazo mínimo de 45 dias antes do término do mandato e realizada com antecedência de 30 dias em relação ao término do atual mandato. Os membros da CIPA eleitos e designados para um novo mandato serão empossados automaticamente no primeiro dia após o término do mandato anterior.Quais as atribuições da CIPA?Investigar e analisar os acidentes ocorridos na empresa.Sugerir as medidas de prevenção de acidentes julgadas necessárias por iniciativa própria ou sugestão de outros empregados e encaminhá-las ao presidente e ao departamento de segurança da empresa.Promover a divulgação e zelar pela observância das normas de segurança, ou ainda, de regulamentos e instrumentos de serviço emitidos pelo empregador.Promover anualmente a Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT).Sugerir a realização de cursos, palestras ou treinamentos, quanto à engenharia de segurança do trabalho, quando julgar necessário ao melhor desempenho dos empregados.Registrar nos livros próprios as atas de reuniões ordinárias e extraordinárias e enviar cópia ao departamento de segurança.Preencher ficha de informações sobre situação da segurança na empresa e atividades da CIPA e enviar para o Ministério do Trabalho. Preencher ficha de análise de acidentes. Deve ser enviada cópia de ambas as fichas ao departamento de segurança da empresa. O modelo destas fichas pode ser encontrado em qualquer DRT.Elaborar anualmente o Mapa de Riscos da empresa.Qual tarefa dos cipeiros eleitos?O presidente da CIPA deve coordenar todas as atribuições citadas anteriormente. Ele deve presidir as reuniões e é responsável pela convocação dos cipeiros. Pode determinar tarefas aos membros da comissão, isoladamente ou em grupos de trabalho. Além disso, deve promover o bom relacionamento da CIPA com o departamento de segurança e com os demais setores da empresa. O vice-presidente, por sua vez, deve executar as atribuições que lhe forem delegadas e substituir o presidente em suas faltas ocasionais.Ao secretário da CIPA, cabe elaborar as atas de eleições, da posse e das reuniões e manter o arquivo e o fluxo de correspondência atualizada. Os demais membros da CIPA devem participar das reuniões, investigar e analisar os acidentes ocorridos, sugerindo medidas preventivas e realizar inspeções nos locais de trabalho. Além disso, têm a obrigação de promover a divulgação de princípios e normas de segurança junto aos demais trabalhadores e atuar como porta-vozes dos problemas de segurança comunicados pelos empregados. Para o empregador a tarefa é simples: deve prestigiar integralmente a CIPA.
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